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Você conhece a origem do Halloween?

  • Foto do escritor: Marina Lopes
    Marina Lopes
  • 31 de out. de 2022
  • 5 min de leitura

Atualizado: 30 de set. de 2024

O Halloween chegou! Para comemorar a data mais esperada pelos trevosos de todo o mundo, nós preparamos um texto sobre as origens do Halloween e, de quebra, te explicamos como alguns dos personagens mais assustadores do cinema foram incluídos nas festividades da data. Pegue sua vassoura e suas abóboras e embarque conosco nessa jornada.


O Começo da tradição

O ano novo dos celtas, cerca de 2 mil anos atrás, era comemorado em um dia que corresponde a 1º de novembro. Para esse povo, que habitava o que hoje conhecemos como Irlanda, Reino Unido e França, a data marcava o fim do verão e o começo do inverno. Nessa época, as estações do ano determinavam os ciclos da agricultura e o sucesso das colheitas definia o tamanho da despensa da população. Como as plantações sofriam muito menos intervenções humana, o inverno era um período difícil para a agricultura.

Abóboras de Halloween (Foto: Pexels)
Abóboras de Halloween (Foto: Pexels)

Devido à importância da data, o dia 1º de novembro foi escolhido para encerrar um ano e começar outro. Para os celtas, na véspera desse dia de mudanças, a divisão dos planos dos vivos e dos mortos se misturava. Na noite de 31 de outubro, que era conhecida como Samhaim (termo que significa "fim do verão"), fantasmas dominavam a Terra, destruíam plantações e causavam arruaças. Por outro lado, a presença deles facilitava o trabalho dos Druidas (sacerdotes celtas) de fazer previsões. As profecias eram recebidas como um conforto para o povo, como forma de amenizar o tenebroso inverno que começava.

No ano de 43 d.C, um império mais poderoso do que o celta, o romano, iniciou o domínio das terras que eles batizaram como Britânia. Nos anos seguintes, os costumes romanos se misturaram aos costumes celtas e a Ferália – festa romana que acontecia no fim de outubro, em que era celebrada a partida dos mortos – foi incorporada e deu uma nova roupagem ao Samhaim.

Em 13 de maio de 609, o papa Bonifácio IV oficializou o costume de honrar os mártires (pessoas que se sacrificam em nome de uma crença). Para isso, ele pegou um templo antigo romano, o Panteão, e dedicou àqueles que morreram por Jesus. Em meados do século VIII, o papa Gregório III expandiu a festividade para Dia de Todos os Santos e mudou as comemorações para 1º de novembro, dia do Samhaim. A nova data fez com que a celebração cristã dos santos e de Samhain fossem unidos e, assim, tradições pagãs e cristãs acabaram se misturando.


Etimologia


No ano 1.000, a Igreja Católica oficializou o dia 2 de novembro para honrar todos os mortos. Logo, a Igreja passou a ter um dia para todos os santos e outro para todas as almas – que no Brasil chamamos de Dia de Finados. O Dia de Todos os Santos era chamado em inglês de “All Hallows”. A noite da véspera era chamada, portanto, de “All Hallows Eve” (termo que significa véspera). Com o tempo, a palavra acabou se transformando em Halloween.


Bruxa em um campo de milho (Foto: Pexels)
Bruxa em um campo de milho (Foto: Pexels)

Como surgiu o Dia das Bruxas como conhecemos?


Na segunda metade do século XIX, os Estados Unidos (que haviam sido colonizados por cristãos das antigas terras celtas) receberam uma nova leva de imigrantes, especialmente da Irlanda. Os irlandeses trouxeram para a América o ancestral costume do Halloween.

A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos EUA uniam brincadeiras comuns no Reino Unido com rituais de colheita americanos. As maçãs usadas para prever o futuro pelos britânicos viraram cidra, servida junto com os tradicionais donuts americanos. O milho era uma cultura importante da agricultura americana – e acabou entrando na simbologia característica do Halloween americano. No início do século XX, espantalhos (típicos de colheitas de milho) começaram a ser usados em decorações de Halloween.


O gesto de pedir comida ou dinheiro no dia de todas as almas na Inglaterra, em troca de orações para os mortos da família, deu origem ao “gostosuras ou travessuras”, muito usado até hoje. As pessoas foram perdendo o medo real de fantasmas e, na virada para o século XX, o Halloween já tinha perdido boa parte do caráter supersticioso. As máscaras e fantasias, que antes serviam para enganar os espíritos, viraram apenas uma brincadeira.

Lobo segurando bexiga com os dizeres “Trick or Treat"
Lobo segurando bexiga com os dizeres “Trick or Treat"

Foi na América que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. Uma lenda sobre um ferreiro chamado Jack que conseguiu ser mais esperto que o diabo e vagava como um morto-vivo deu origem às luminárias feitas com abóboras, que se tornaram uma marca do Halloween americano.


Até os dias de hoje, o Halloween está em constante renovação e permite que as pessoas, tanto adultos como crianças, brinquem com seus medos. A data une religião, morte, sobrenatural e antigos costumes – talvez esse seja o motivo de sua popularidade em grande parte do mundo.


E o cinema, aonde entra nessa história?


Como já falamos, imigrantes da Irlanda começaram a ir para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor na segunda metade do século XIX. Já em 1896, estreou o primeiro filme de terror de que se tem conhecimento, “Le Manoir du Diable”, de George Méliès, um ano após o que é considerado o início do cinema com os irmãos Lumière.


Na década de 20, após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando a Alemanha passava por um forte período de depressão econômica, o Expressionismo viveu seu auge. O movimento, que teve entre suas influências o romantismo alemão e as pinturas de Van Gogh, despontou em diferentes vertentes artísticas e sintetizava contextos sociopolíticos no qual foi criado, além de trabalhar problemas intrinsecamente modernos de autoaceitação e identidade - expressando um pouco do que se passava na consciência coletiva da época.


No cinema, o Expressionismo Alemão não se preocupava tanto em produzir composições esteticamente agradáveis, mas buscava gerar reações profundas do público, através de cenários distorcidos, maquiagem carregada, contrastes e criaturas, influenciando principalmente nos gêneros de terror e noir. Pertencente a esse movimento, podemos citar “O Gabinete Do Dr. Caligari” (1920), um marco do movimento, além das adaptações de figuras clássicas da literatura gótica, como “Nosferatu” (1922) e “Drácula” (1931), baseados no livro de Bram Stoker, e “Frankenstein”(1931), romance homônimo de Mary Shalley, que posteriormente se tornaram ícones da cultura pop e figuras frequentes nas fantasias de Halloween.


Anos mais tarde veio a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que influenciou diretamente na Sétima Arte. Nessa época o cinema começava a ganhar cores mais intensas, como o sangue vermelho. O filme “Banquete de Sangue” (1963), por exemplo, é conhecido como um marco do gore, subgênero do terror que conta com cenas de violência explícita, restos mortais e muito sangue.


Chegando na década de 1970, o cinema começa a retratar casos chocantes, como o da Família Manson – uma seita que cometeu uma série de assassinatos, incluindo o de Sharon Tate, atriz consagrada e esposa do diretor Roman Polanski. Vários filmes foram inspirados no caso, como “Aniversário Macabro” (1972), “O Massacre Da Serra Elétrica” (1974) e “Quadrilha Dos Sádicos” (1977).


Entrando na década de 1980, os filmes de terror ganharam personagens que são muito comuns nas festas de Dia das Bruxas até os dias de hoje, incluindo Freddy Krueger, Jason, Chucky e Michael Myers – da famosa franquia "Halloween". Nessa época, o que predomina é o subgênero slasher, no qual um psicopata mata aleatoriamente inúmeras vítimas. Até os dias de hoje, uma das fantasias mais comuns é a de palhaço assassino, baseada em Pennywise do filme “It: A Coisa” (1990 e remakes de 2017 e 2019) Com tantos seres icônicos e assustadores, não se pode negar a influência que exercem na tradição do Halloween. E conforme novos clássicos do gênero despontarem, outros personagens também ganharão o imaginário popular, servindo como inspiração para fantasias medonhas (e divertidas) para o Dia das Bruxas.




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